A crise financeira tem provocado a paragem de algumas obras por todos o país e o Baixo Alentejo não foi exceção. Destaque-se a suspensão das obras no IP2 que criou problemas para os automobilistas locais e para os entusiastas do Carroça Racing – uma versão do Street Racing (corridas ilegais de carros) mas com carroças com jantes de 17 polegadas e aileron traseiro. A empresa Estradas de Portugal encara esta situação não como um problema rodoviário mas como uma oportunidade económica. “O nosso objetivo é ajudar a economia regional. Com a quantidade de desníveis no pavimento e falta de sinalização, as empresas de pneus e bate-chapas vão nascer como cogumelos. Esperem pelo fim do inverno, vão aparecer crateras na estrada do tamanho do Fernando Mendes. Será uma alternativa à montanha russa da Isla Mágica. Virão charters de chineses para ver esta obra magnífica!” - concluiu representante da empresa.
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Depois da moda de livros sobre Sá Carneiro registada na mesma altura do ano passado, destaque-se, este ano, a praga de romances históricos dedicados a personagens como a Duquesa de Alorna ou Catarina Eufémia. A autora de best-sellers, Margarida Rebelo Pinto, lançou um livro sobre Inês de Castro e prepara-se para lançar uma biografia sobre Mariana Alcoforado. A escritora, acusada de, alegadamente (sim, o autor desta página gosta de evitar processos judiciais), se plagiar a ela própria, lançará, em breve, o livro “Sei lá, Mariana”. Deixamos-vos um excerto: “Mariana era como todas as mulheres, pensando ser capaz de mudar o seu amado. Gostava de fumar e deixar o smartphone em cima da mesa da sua cela no convento, esperando que o Marquês dissesse alguma coisa. Ela sentia saudade do seu cheiro a croissant acabado de fazer. Esperava que mudasse de vida e fugisse com ela para o Rosal. Mariana era como todas as mulheres: ingénua. E o seu amado como todos os homens: um grandessíssimo sacana”.
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O Hospital de Beja é o primeiro no Alentejo a monitorizar doentes cardíacos à distância. Esta inovação permitirá acompanhar dezenas de idosos que vivem sozinhos ou em locais isolados, como é o caso de Ivone Coronária dos Santos: “Foi a melhor coisa que me aconteceu, só tenho a agradecer ao Hospital. Estão sempre a ligar-me a perguntar se está tudo bem ou se lhes posso fazer um resumo do episódio do dia anterior da novela «Anjo Meu», porque a enfermeira Laurinda de vez em quando não pode ver. Agora tenho todo o equipamento de que preciso: O meu desfibrilhador ajuda-me porque, para além de me poder salvar a vida, também dá para aquecer o leitinho antes de me deitar. Às vezes é incómodo receber SMS através do pacemaker, mas parece que tem melhor rede que o telemóvel. Se tenho dores no peito, é só meter o bocal do telefone no peito que é para o doutor auscultar. Passa-se com Vicks Vaporub e fico logo rebiteza. Até já faço os meus próprios ecocardiogramas – só preciso de duas agulhas para malha, um rolo de papel de cozinha e uma bateria de carro. Só é chato quando me telefonam… Por vezes dá-me a sensação de que estou a falar com um palhaço do circo, mas afinal é um médico espanhol a tentar falar português.”
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A recente criação do Serpa Fighting Clube está a entusiasmar os adeptos do boxe e os membros do clube de fãs do Sá Pinto de Ficalho. Uma investigação conjunta com a revista Punhos de Algodão-Doce descobriu que o próprio presidente da Câmara de Serpa está a treinar tendo em vista a corrida à autarquia bejense. Está numa forma física e psicológica impressionante. Tem feito uma dieta à base de ovos mexidos com espargos e está a treinar com o mesmo senhor que treina os deputados-guerreiros de Taiwan e da Ucrânia – como nos relatou um membro do clube serpense. Os seus treinadores estão preocupados pois receiam que só use ganchos de esquerda, esquecendo o flanco direito. E já lhe foi dada uma alcunha de pugilista: “o Furacão do Altinho”. Apurámos, igualmente, que Manuel Narra também irá começar a treinar e Rodeia Machado ainda está a bater à porta do ginásio, mas continuam a fingir que não o ouvem.
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A possibilidade de ser instalada na Base Aérea de Beja uma escola de formação de pilotos de aviões de combate da Coreia do Sul está a provocar grande alvoroço na cidade. Cerca de 300 famílias podem vir para Beja e ocupar o antigo Bairro dos Alemães. Estas famílias terão a sua própria força de segurança, composta por dois deputados daquele país, dos tais danados para a cacetada. A capital do Baixo Alentejo não via uma invasão tão grande desde a concentração motard organizada pelo Rei D. Manuel I. O Governo vê a chegada dos coreanos a Portugal com bons olhos, já que estas 300 famílias podem tornar o nosso país num dos mais desenvolvidos da Europa no que se refere ao rendimento per capita. Os coreanos equacionaram criar a escola em Badajoz, mas o ministro da Defesa asiático ficou com caramelo espanhol preso na placa e esta foi considerada como uma perigosa arma biológica, o que criou tensões com Espanha.
Entretanto, em Beja, já começaram os preparativos para receber os novos residentes: a cidade irá começar a viver sob o fuso horário de Seul. Também irá aumentar o número de estabelecimentos que vendem arroz, tofu e equipamento de taekwondo.
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O grupo espanhol J. Garcia Carrión pretende comprar laranjas a produtores alentejanos. A empresa, que produz sumos da marca Don Simon, quer aproveitar a zona abrangida pelo Alqueva. Segundo apurámos, os espanhóis já se comprometeram a produzir um sumo que, por uma vez, não saiba a diluente e que, para não variar, custe metade de um sumo português. Do mesmo modo, admitem passar a comprar café nacional, já que também acham que o café espanhol sabe a verniz para as unhas e é capaz de matar alguns dos predadores mais perigosos do mundo.
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O clube da Rua do Sembrano, que se debate com dificuldades financeiras, procura obter receitas extra ao imitar o clube lisboeta. Ao que apurámos, o Desportivo está a lançar uma moderna linha de preservativos ao gosto dos adeptos e que reflete o atual momento da equipa de futebol. Já estão disponíveis nas gasolineiras e lojas dos chineses da cidade, os sabores a derrota, frustração e tristeza. As embalagens têm frases sugestivas como: “Temos dívidas ao Fisco, mas tu é que levas os juros”, “Esta noite vais subir de divisão” ou “Faz de mim o teu Chalaça!”
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As escavações a decorrer na rua Capitão João Francisco de Sousa estão a revelar novos achados arqueológicos, mostrando novos pontos de uma necrópole islâmica que pode atingir seis hectares, já que vai das Portas de Mértola até ao Liceu. Agora já sabemos de quem é que os alentejanos ganharam o gosto pelo latifúndio. Contudo, a localização do cemitério naquele local só surpreende os mais distraídos, pois, como descobrimos, alguns dos atuais “residentes” da necrópole deixaram contas por pagar: “Lembro-me bem desses senhores passarem por aí. Houve um que ficou a dever duas empadas. Passava a vida a refilar, a dizer que aquilo das 70 virgens era um embuste.” – relatou-nos um funcionário do emblemático estabelecimento bejense. Apurámos igualmente que o Hospital de Beja já mandou uma carta para o local a solicitar o pagamento de umas análises à urina e de um raio-x aos joanetes.
O tamanho da necrópole é realmente impressionante, se bem que há quem defenda que se os alentejanos tivessem de enterrar aí as desilusões que têm sofrido nos últimos anos, esta poderia chegar até Porto Peles.
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São cada vez mais os habitantes de Sines que se insurgem contra o cheiro que invade a cidade costeira. Os ambientalistas estão revoltados e pretendem manifestar-se contra aquele atentado ambiental, mas estão com muitas dificuldades em deslocar-se até lá. Fui a Sines e foi horrível! Ainda sinto o cheiro na minha roupa e na pele. Não sei se pode haver reações alérgicas ao mau cheiro, mas a um colega nosso apareceu um dedo mindinho no pescoço. Ele foi ao médico e este disse-lhe que se tratava de uma virose que anda para aí – afirmou o ambientalista António Paz Verde, que acrescentou: aquilo é mesmo horrível, parece que o Rio Trancão e o Matadouro de Beja tiveram um filho em Mordor e depois deixaram-no em Sines.
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Em entrevista à última edição do Diário do Alentejo, o autarca da Vidigueira vaticinou que o “próximo presidente da Ambaal será o futuro candidato da CDU a Beja”. A Não confirmo nem desminto descortinou o método que levou a esta previsão: a leitura de borras de café. Ao que apurámos, o presidente Narra usa a mesma técnica que levou os especialistas a prever o fim do comunismo na cabeça de Gorbachev ou a descobrir que o Porto ia ganhar o campeonato da época passada a duas jornadas do fim. Manuel Narra já sabe o nome do candidato mas não quis desvendar o mesmo. Apenas desvendámos que esse nome foi descoberto numa chávena que também revelou que em 2012 haverá pouco dinheiro, protestos de rua e um novo álbum dos Diapasão.
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A GNR de Moura tem desenvolvido uma operação que pretende proteger um dos bens mais valiosos daquele concelho que é a azeitona. A Operação “Azeitona Segura” já está em marcha, não deixando de estar envolta em alguma polémica, como nos relatou o cabo Jaime Orégãos: Já tivemos de multar duas oliveiras mal estacionadas. Estavam fora da área delimitada e nem sequer tinham o ticket de estacionamento. Aqui a lei é igual para todos. A oliveira até podia ser prima de uma anona do Presidente da República que isso não interessa, paga como os outros. Também já multámos um trator que ia a abrir, quase a 14 quilómetros por hora, quando só devia ir a 12. Sujeito a atropelar espécies em vias de extinção como o caracol malhado da Polinésia ou a Rola lilás de bico magenta. No resto do distrito, a GNR está a desenvolver outras operações: em Odemira, está a começar a “Conquilha Protegida” e na Vidigueira destaque para a “Laranja Livre de Cuidados”
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A Benetton lançou uma campanha publicitária sobre o lema unhate (ou em alentejano, não se amofinem) em que líderes mundiais desavindos aparecem aos beijos. A marca italiana está a equacionar lançar uma campanha na região, com o objetivo de pacificar as relações entre dois homens que estão de costas voltadas: os deputados por Beja Pita Ameixa e Mário Simões. Os italianos acreditam que se conseguirem fazer com que os deputados se beijem, sob o lema de campanha “Vá um bêjo, homem…”, Mário Simões poderá começar a achar o Aeroporto de Beja uma boa ideia, e Pita Ameixa passará a achar o Orçamento de Estado uma dádiva divina. Contudo, apurámos que os intervenientes não estão interessados em participar, segundo comunicados enviados para a nossa delegação em Vales Mortos. Ambos dizem que não se beijam porque Mário Simões não quer, e citamos, apanhar socialismo estatizante desse senhor e Pita Ameixa prefere beijar um cato, pois não quer ser contagiado com neoliberalismo disfarçado.
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Os rumores de que a Maternidade de Beja pode encerrar por realizar menos de 1500 partos por ano estão a causar grande consternação na região e nos empresários da indústria do Lamaze. Bombeiros de Barrancos e Odemira já começaram a ter formação para realizar partos dentro de ambulâncias a caminho de Évora, com destaque para os módulos “A utilização de forceps numa Ford Transit de 1992” ou “A cesariana nas estradas da Serra da Adiça”. Do mesmo modo, já se começaram a recrutar cegonhas para efetuar voos desde Paris, os quais, segundo apurámos, são muito mal encarados pelos habitantes da região, mas são vistos com bons olhos pela deputada Inês de Medeiros.
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A declaração de insolvência da empresa Construsan deu origem à interrupção das obras nos lares lançados pela Fundação São Barnabé em Almodôvar e Beja. Todavia, a urgência na construção destes espaços poderá levar a medidas drásticas. Em muitos lares os idosos passam o tempo a jogar canasta, a descansar ou acamados, mas neste caso eles levam uma vida mais ativa do que as obras na A26. “É verdade, sim senhor” – relatou-nos um idoso que nos pediu anonimato para que ninguém soubesse que se trata do senhor Antunes, de 79 anos – “a nossa vida é muito ativa. E digo mais, para isto acabar mais depressa, não me importo de vir para aqui trabalhar na construção do lar, depois de acabar o meu segundo turno na mina.” Amélia Reticências, 86 anos, reitera também a vontade dos utentes em terminar as obras: “Já estava farta de ver o João Baião aos saltos e já sei todas as respostas do Trivial Pursuit, edição “Mais perto da cova Deluxe”. Desde que tome a medicação, consigo acarretar 100 quilos de cimento às costas. Assim ajudo nas obras. Já nem me dói o joelho da operação ao menisco…”
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Se a polémica fosse sinónimo de sucesso, o Aeroporto de Beja tinha voos interplanetários todos os dias. Agora que a estrutura está toda feita, crescem as incógnitas à volta do empreendimento. Mas as oportunidades de negócio prometem ser infindáveis. Que o diga o senhor Diogo, natural de Beja e mirone especializado em trabalhos de construção civil, que reclama para si a autoria da frase que toda a gente diz «Estava-se mesmo a ver que o Aeroporto de Beja ia dar barraca»: “As pessoas não têm noção de que, no passado, outras frases fizeram história na nossa cidade, como, por exemplo, «Um castelo tão alto para quê? Vai ser uma chatice com as correntes de ar…» ou «Aquela freira passa muito tempo a escrever cartas de amor e pouco tempo a fazer papos de anjo». Na altura, não havia direitos de autor, mas hoje vou cobrá-los, que a vida está má e todo o dinheiro faz falta. Só a manutenção do meu aparelho auditivo e da anca da minha mulher leva dois terços da minha reforma” – referiu.
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São pelo menos sete os autarcas da região que não se poderão recandidatar às câmaras a que presidem atualmente, fruto da lei que limita mandatos. Alguns já presidiam aos seus municípios quando assistiram às revoltas no mundo árabe, especialmente àquela que foi liderada por Moisés no Antigo Egito. Outros, mais novos, ainda escrevem pharmacia. Mas agora que a reforma se aproxima, os autarcas ponderam a criação de uma equipa de dominó e bisca lambida para passar o tempo e recordarem histórias do passado. Esta coisa de ser autarca deixa um bichinho cá dentro. Ainda me lembro da primeira medida que tomei: tivemos de decidir onde alojar os muçulmanos que tinham sido derrotados durante a reconquista cristã – confidenciou-nos um presidente que pediu anonimato. Contudo, a vida pública destes senhores poderá não ficar por aqui. Ao que apurámos, há autarcas que estão indecisos entre candidatar-se à presidência da Câmara de Beja ou à presidência da Associação de Condóminos da sua área de residência.
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Uma artesã de Odemira, Helena Loermans, está a desenvolver mantas criadas com o recurso à nanotecnologia, permitindo criar tecidos protetores de raios UV, antibala ou antimosquito. Todavia, as mantas não serão o único produto disponível. Também estão a ser criados outros artigos como cachecóis, luvas e gorros. Estes últimos serão feitos com tecnologia amiga dos alentejanos já que terão tecidos antianedotas de alentejanos e antilisboetas que quando imitam um alentejano parecem um cigano bêbado com síndrome de Tourette. Destaque ainda para a criação de uma écharpe antibala: este produto é fundamental já que pretende preencher o vazio no segmento de mercado destinado às tias de Cascais que gostam de passear pela Cova da Moura ou andar de comboio na Linha de Sintra.
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A reforma administrativa que o Governo quer implementar, que implica a eliminação de freguesias, está a provocar grande polémica. A nossa correspondente em Srª da Graça dos Padrões (Almodôvar) descobriu que o Governo pretende extinguir as freguesias que não se vejam no Google Earth. O executivo defende que este é o método mais justo para eliminar as que estão a mais, já que o que não se vê através desta ferramenta informática não tem grande relevância social. Do Google Earth até dá para ver coisas como as orelhas de José Rodrigues dos Santos (cada uma tem o seu próprio código postal) ou o aglomerado de candidatos à liderança da Federação do PS do Baixo Alentejo – afirmou fonte de alimentação do Ministério de Miguel Relvas. Por outro lado, e prevendo a contestação popular, o Governo defende que as freguesias do Alentejo que recusem a extinção deverão ser submersas por água da Barragem do Alqueva, como a antiga Aldeia da Luz, ou o ego de alguns baixo-alentejanos.
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A recente ordenação de dois diáconos no concelho de Moura foi motivo de grande satisfação junto dos católicos alentejanos. A Igreja na nossa região não vivia um momento tão alto desde que comer um porquinho doce do Luiz da Rocha foi considerado uma experiência religiosa. Apurámos que Moura não pretende ficar por aqui e já inaugurou o Centro de Criação em Cativeiro de Padres. O nosso objetivo é criarmos o clérigo do séc. XXI. Também encontramos e tratamos de diáconos em estado selvagem, alimentamo-los com os ensinamentos do Senhor e lavamos-lhes as almas com o Best of do Frei Hermano da Câmara. Queremos colocar os nossos fiéis na direção do Senhor para que possam encontrar o caminho da Salvação e evitar o Inferno que, como se sabe, é um sítio cheio de fogo, enxofre e com a música do João Pedro Pais a tocar 24 horas por dia. Na sequência de outros produtos de excelência produzidos pelo concelho de Moura, como o azeite, os padres daquela zona vão sair do centro com o carimbo DOP para se distinguirem dos padres importados que podem ser mais baratos, mas não têm a mesma qualidade.
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As dificuldades que o nosso país atravessa estão a fazer despertar o espírito de solidariedade entre os portugueses, o que se reflete no crescente número de voluntários. Já não é voluntário quem é condenado em tribunal por passar cheques carecas ou dever dinheiro à Segurança Social: esses agora são deportados para o Tarrafal ou vergastados no pelourinho mais próximo. Os voluntários dos dias de hoje não têm dívidas porque nunca tiveram dinheiro. É a primeira vez que vou fazer alguma coisa - confidenciou-nos uma jovem bejense. - Depois de ter tirado a minha licenciatura em Relações Internacionais, e ter feito a pós-graduação em Harvard e o Mestrado na Sorbonne, achei que era altura de dar um rumo à minha vida. Tenho qualificações a mais para caixa de hipermercado e a menos para consultora imobiliária. Já é altura de sair de casa dos meus pais, apesar de só ter 55 anos…
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O vídeo da semana é dedicado ao filme Bowfinger. Passou de forma discreta por Portugal. Lembro-me de o ter iso ver ao cinema, com meia dúzia de gatos pingados na sala, mas rimo-nos como se a mesma tivesse cheia. Não é todos os dias que se pode ver Eddie Murphy e Steve Martin juntos. Uma sátira genial sobre Hollywood. Vejam e revejam sempre que possam. Passa na TV portuguesa quase tantas vezes como o Quo Vadis. Aqui vai em excerto...
Continuam por ultrapassar as divergências entre Pulido Valente e Castro e Brito. Já há quem compare o choque entre estas duas personalidades da região como o embate entre o Titanic e o iceberg ou mesmo entre os Spandau Ballet e os Duran Duran. Consta que o presidente da Câmara não aceitará mais afrontas e já decidiu que a melhor defesa é o ataque: a ideia é tomar de assalto a Expobeja onde será criada a exposição permanente de aeronáutica que se vai chamar Ovnibeja. Não vamos tirar o espaço a ninguém, até comprámos a tenda do Kadhafi, esse Steve Jobs do campismo, para fazer lá a Ovibeja. E para agradar a todos, na exposição de aeronáutica apresentaremos a primeira ovelha que se transforma em voo charter mais depressa do que é tosquiada por um invisual com uma colher e uma lâmina dos chineses – afirmou Pulido Valente. Caso as intenções do autarca caiam em saco roto, já há um plano B, na sequência do caso Gilad Shalit: enviar Castro e Brito para Israel trocando-o por 1027 prisioneiros palestinianos que sempre chateiam menos que o Presidente da ACOS.
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Na sequência da publicação do relatório oficial da GNR sobre a morte de Catarina Eufémia, a Não confirmo nem desminto apresenta, em exclusivo, aos seus leitores o verdadeiro relatório do caso que chocou o Alentejo. Esta versão é a verdadeira, não censurada, escrita pela mão do próprio tenente Carrajola – autor do disparo fatal - e foi obtida à custa de uma investigação detalhada de mais de 15 minutos e com a ajuda do suborno de um oficial da GNR com pães de alho congelados do LIDL.
Data da ocorrência: 19 de maio de 1954
Descrição da População: Uma porradaria de baleizoeiros.
Índole da População: Andam um bocado amofinados mas aquilo passa.
Situação económica, política e social: Acreditam em ideias subversivas do tipo “a terra gira à volta do sol” e “um mundo mais livre e justo para todos”.
Na véspera do dia da ocorrência, depois de ter tomado o segundo pequeno-almoço (passarinhos fritos), saí para a patrulha. Aquilo custou-me um pouco porque estava a usar umas botas de montar dois números abaixo do meu. Tinha de os alargar para o chefe do posto. O piolhoso… Mas estava lá eu andando por Baleizão e cruzei-me com o Anacleto, um jovem de 18 anos que me lançou um olhar manhoso. O bicho dum raio tinha-me vendido umas línguas de gato fora do prazo e passei a noite com a minha barriga a imitar a automotora atravessando o Guadiana num dia de chuva. Eu já andava desconfiado daquele magano, sempre com a mania de andar com um livro debaixo do braço. Ah, que o menino sabe ler, armado ao pingarelho… Estava ansioso por o prender. Eu sabia que ele snifava restaurador Olex. Só me faltava apanhá-lo em flagrante. Perguntei-lhe onde é que ia e ele respondeu-me que ia com umas amigas falar com um rancho de ceifeiras. Para quê? Falou qualquer coisa em organizar um torneio de monopólio. E eu estranhei aquilo porque não é jogo que um comunista jogue. Ainda se fosse à malha ou ao mikado, ainda vá, mas assim fiquei desconfiado… Ninguém come as papas na cabeça aqui do Carrajola. Segui o suspeito e fui dar com ele a falar com as ceifeiras, todos com uns papéis a dizer “Avante” e umas estrelas desenhadas. Era o que faltava deixá-los fazer ali um certame de astrologia. Qualquer dia dizem que o homem vai chegar à Lua em poucos anos… Comecei a tocar no apito para chamar reforços e eles tocaram num sino para chamar outros companheiros de trabalho. Apeteceu-me multá-los logo por excesso de ruído. Os trabalhadores a reivindicar melhores salários e não sei quê. Até metiam dó! Qualquer dia só querem trabalhar 18 horas em vez das 20 que deviam fazer… As coisas começaram a aquecer até que eu vi uma rola a pairar numa oliveira. Pensei, já tenho almoço! Peguei na minha arma automática e apontei para o bicho. Só que havia um problema: tínhamos lanchado fatias de pão com manteiga de cor e não havia guardanapos. Como me esqueci de limpar as mãos aos bolsos das calças, a arma escorregou, bateu no chão e deu três voltas no ar, como o Ricardo Chibanga depois de ter levado uma cornada. Eu, assarapantado, ainda a tentei apanhar, mas só consegui premir o gatilho, escorreguei num pedregulho e estatelei-me no chão – ainda hoje me doem os costados. Quando, finalmente, me consegui levantar reparei que a arma tinha atingido a Catarina Eufémia. Que fique bem claro que não fui eu quem disparou. Foi tudo um acidente! Houve, porém, dois senhores que me tentaram atacar, mas levaram logo com umas vergastadas no lombo e foram levados para Peniche. Garantiram-nos que só iam para lá por causa da pesca dos bivalves.
Por ser verdadeiro tudo o que disse e mais não sei quê, assino
Tenente “mãozinha leve” Carrajola
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A criação de centros educativos levou à aglomeração de escolas e os espaços deixaram de responder às necessidades dos alunos, com destaque para os refeitórios. O facto de muitos alunos não terem lugar nos refeitórios à hora das refeições levou os responsáveis a tomar medidas inéditas. Fomos obrigados a selecioná-los através do jogo das cadeiras. O processo é simples: metemos, por exemplo, 100 miúdos a correr à volta das 70 cadeiras disponíveis e pomos música a tocar - geralmente é Hannah Montana, mas quando queremos que alguns desistam porque há pouca comida, metemos os Broa de Mel. Quando esta para, os alunos têm de se sentar nas cadeiras disponíveis. Aqueles que arranjam lugar, almoçam. Mas os outros não ficam de mãos a abanar: o ministério já disponibilizou uma embalagem de Panrico e uma caixa de Tulicreme para o resto da criançada. – afirmou um cozinheiro enquanto servia um bife de vaca com molho de maionese e serradura a uma criança com um ar de Oliver Twist.
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Já percebi porque é que o João Gobern é gordo e opina sobre TODOS os temas. Ele comeu o Nuno Rogeiro! Já viram os dois juntos em alguma ocasião? Cá está!
Esta semana homenageamos Patrice O' Neal, recentemente falecido. Um comediante muito inteligente. Uma grande perda.
Apesar da crise financeira internacional, nuestros hermanos continuam na sua demanda compradora. Depois de comprarem grande parte dos olivais até à fronteira, a Não confirmo, nem desminto revela que o próximo alvo dos espanhóis é a compra de Vale de Açor de Cima e Vale de Açor de Baixo (concelho de Mértola). Queremos comprá-los e rebatizá-los de Villarriba e Villabajo, em homenagem ao mítico anúncio do detergente da loiça. Que fique claro que respeitaremos as tradições locais. No anúncio fazia-se uma paelha, mas nas novas Villarriba e Villabajo só se farão umas migas de espargos. – explicou-nos um latifundiário sevilhano e apreciador de bollycaos. E o Alentejo pode ser alvo de novas aquisições, desta vez por parte de outro país muito comprador: Angola. Os alvos serão Corte de Gafo de Cima e Corte Gafo de Baixo que serão rebatizados de Huambo e Lubango.
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Desde de 1999 já foram realizadas quase 140000 consultas no âmbito da telemedicina. Estas consultas, realizadas por teleconferência (quem não tem acesso a este sistema, pode fazê-lo através de sinais de fumo ou telégrafo), permitiram o acesso a cuidados de saúde a muitos utentes. Ao que apurámos, uma nova funcionalidade do sistema possibilitará que num futuro próximo os casos mais complicados sejam resolvidos pelos pacientes: muitos que estão em lista de espera para uma cirurgia poderão realizar a mesma neles próprios. Já estou por tudo! – afirmou Clotilde Nimed – Já não posso com esta dor que me arrepanha isto tudo desde a parte de trás do joelho até ao ombro. Talvez assim seja melhor. Ia ao meu médico de família e ele receitava-me sempre a mesma coisa quando tinha algum problema: unha encravada, receitava ben-u-ron; enfarte do miocárdio, ben-u-ron; tumor no esófago, ben-u-ron; febre amarela, ben-u-ron; febre tifoide, ben-u-ron; febre dos preços baixos, ben-u-ron. Irra, que já fartava! Em casa desenrasco-me melhor. Já faço raios-x a mim própria sem qualquer problema. Só preciso de papel químico, uma lâmpada incandescente e uma beringela.
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Steve Jobs, fundador da Apple (Eipple para os jornalistas portugueses), impulsionador das mais modernas tecnologias, um génio, um visionário, o guru dos cibernautas, a nova encarnação do Buda, faleceu recentemente. Foram muitos os produtos que idealizou e apresentou ao mundo, mas, infelizmente para nós, muitos foram os projetos que já não teve tempo para anunciar. Exemplo disso é o produto exclusivo para o mercado da região: o iPorra. Este produto será comercializado por uma empresa concessionária da Apple na região, a Diospiro. Idealizado pelo designer que lançou projetos como as cantarinhas de Beringel ou os pastelinhos de Safara, o iPorra terá funcionalidades vitais para o alentejano do séc. XXI: um relógio, internet, um ábaco, um canivete suíço, GPS com três destinos exclusivos (Alqueva, Aeroporto de Beja e Porto de Sines), cozinheiro pessoal, com capacidade para fazer um caldo de peixe e, imagine-se, também é um telefone. Na mesma linha deste produto, está previsto o lançamento de um tablet, o iAmoenga.
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Os senhores dos Blogs do Sapo são uns simpáticos do catano! Mais uma vez, este blog é destacado no seu site, o que muito me honra.
Um abraço e muito obrigado!
Angela Merkel, chanceler alemã, a mulher a quem Berlusconi num acesso de cavalheirismo chamou de “gorda”, lançou a ideia dos países incumpridores perderem soberania caso não cumpram as suas obrigações financeiras. O nosso correspondente em Colónia conhece uma senhora que conhece uma prima de uma mulher a dias da líder alemã, e descobriu que Merkel já ameaçou Portugal com a reocupação do antigo Bairro dos Alemães, atual Bairro da Força Aérea Portuguesa. E no caso de Portugal não cumprir, os germânicos admitem enviar os Scorpions para uma digressão em todos os concelhos do país, sinal evidente de que estão a falar a sério. Estamos completamente contra mais essa investida imperialista. – afirmou Raúl Bisca, membro da Associação Deixa-te estar sossegado - A última passagem por cá foi muito má: tirando um campo de futebol, um bairro com excelentes condições, uma ciclovia, uma piscina, cerveja alemã, uma base aérea, o aparecimento de novas culturas e mentalidades, o estímulo à economia regional e as revistas com mulheres nuas, que raio é que os alemães fizeram por Beja?
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Segundo a Voz da Planície, António José Seguro, secretário-geral do PS, que estava anunciando para encerrar ontem em Beja, a Convenção Autárquica promovida pela Federação do Baixo Alentejo esteve ausente por doença.
Pelo que percebi, a doença chama-se "Estive a responder a perguntas no Facebook."
Depois de resultados prometedores na luta contra o cancro da mama, a equipa do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Baixo Alentejo e Litoral (CEBAL) já está a trabalhar num projeto que pode revolucionar o mundo da medicina, como a penicilina ou a pulseira do equilíbrio. Uma investigação conjunta com a publicação online Ábacos do Amanhã, revelou que o centro está a preparar um medicamento baseado em hortelã da ribeira que permite restaurar a atividade cerebral dos concorrentes da Casa dos Segredos, reality-show da TVI: Já começámos com os testes – colocámos um concorrente e uma ovelha a serem alvo do tratamento experimental. De momento, podemos avançar que a ovelha leva vantagem: já distingue a esquerda da direita e resolve equações do exame de 12º ano de Matemática. O concorrente sabe realçar os atributos físicos, mas ainda continua a dizer frases que não fazem sentido como: "o teu segredo tem a ver com o mulherenguismo" ou " És mesmo homem com 2 H's”.
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As dívidas de municípios estão a estrangular algumas instituições da região, como a Assembleia Distrital, responsável pelo Museu Regional de Beja. Os salários dos funcionários desta instituição estão em risco e podem obrigar ao recurso de medidas de emergência, como pagar em sestércios (moeda romana) ou mesmo em lápides funerárias. Tive uma colega que recebeu o subsídio de férias em Capitéis do Fórum da antiga Pax Julia – confidenciou-nos uma funcionária. São muito giros mas ocupam metade da sala de jantar. Um deles tem inscrito na parte de trás a frase “Mariana Alcoforado was here” e outro tem a frase “Marquês de Chamilly, és cortes, desaparece”. Mas a esperança é a última a morrer. As dificuldades do museu geraram uma onda de solidariedade. A própria estátua da Rainha D. Leonor já admitiu ir para a apanha do morango em Espanha para ajudar a pagar dívidas.
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Descobri este comediante no excelente podcast de Marc Maron. Bob Ducca assume o papel de um hipocondríaco e devo confessar que nunca vi nada parecido. Só ouvindo é que se percebe a dimensão deste senhor. Também podem ouvir o podcast dele aqui.
O recente desentendimento entre Castro e Brito, presidente da ACOS, e Pulido Valente, presidente da CM de Beja, provocou grande consternação na cidade e em zonas populosas do hemisfério norte. O Conselho de Segurança das Nações Unidas já pondera a possibilidade de enviar um mediador para solucionar o conflito, o brasileiro Luís Anastácio, locutor da Rádio Cidade e guarda-florestal em part-time: “Queremos resolver esse negócio o quanto antes. Já não basta o aumento da eletricidade ou o programa do Goucha. Um conflito entre estes dois senhores pode desencadear tumultos incontroláveis. Vamos propor a criação de um evento que agrade a todos: a Ovibeja-Wine by Night. Seria realizado num terreno neutro, o Estádio Flávio dos Santos. Há ervas suficientes nos topos do campo e nas bancadas para alimentar o gado. E teremos uma novidade mundial: vacas que produzem vinho da casta Rabo de Ovelha, em vez de leite. Se isto não funcionar, lá terão de vir os capacetes azuis…”
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A construção do IP8 possibilitou a descoberta de vestígios arqueológicos na zona de Ferreira do Alentejo. Aproveitando o frenesim fiscal, o Governo, que já taxa todas as coisas com pulso, decidiu taxar vestígios arqueológicos como aqueles encontrados na nossa região: achados do período pré-romano e um cartaz da Feira do Melão de Figueira dos Cavaleiros de 1324 que apresentava a atuação do DJ D. Dinis no último dia. Acrescente-se que, segundo fonte do Ministério das Finanças, cegonhas que tenham habitação permanente no Alentejo terão de pagar IMI sobre os ninhos colocados em cima de postes de eletricidade e que serão avaliados por fiscais das finanças que não tenham medo de alturas e que sejam entusiastas de birdwatching.
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Kadhafi morreu. Parques de campismo de todo o mundo colocaram bandeiras a meia haste.
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