Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

A última sessão da Assembleia Distrital de Beja ficou marcada por um episódio desagradável: no final da reunião, José Soeiro, presidente da Assembleia Municipal da Vidigueira, e Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, envolveram-se numa troca de palavras que faria José Manuel Coelho, truculento deputado da Assembleia madeirense, dizer: “Estes tipos são lixados!”. Ao que apurámos, tudo começou quando Pulido Valente foi oferecer um copo de água a Soeiro e lhe levou uma Frize com sabor a figo, em vez da Frize com sabor a laranja que tinha sido pedida. A violência verbal tomou conta da assembleia e reproduzimos aqui um excerto daquilo a que mais nenhum blog ou órgão de comunicação social regional teve acesso:

José Soeiro: Porra, és mesmo má rés, fiz-te um pedido do mais fácil que há e trazes-me esta zurrapa... pá...

Pulido Valente: Olá a todos e a todas. Portanto, o que é que querias? Se me pedisses para ir buscar água do Castello a Moura tinha de ir, não?

José Soeiro: Deves pensar que és o maior. Querias Beja Capital, todo armado em água Evian, mas não passas de uma aguita do Vidago...

Pulido Valente: Daqui a pouco também me chamas “reles funcionário”...

José Soeiro: Não, que tu não tens categoria para isso. És abaixo de Trotsky, pá! Qualquer dia faço-te a ti o que o Cunhal fez à Zita...

Pulido Valente: Portanto, ui, que medinho, pá. Andas aqui todo armado em Bernardino Soares, mas lá fora mamas-as, “ouvistes”? (Foi nesta altura que Miguel Góis e Rodeia Machado começaram a instigar como os miúdos da escola, gritando “PO-RRA-DA, PO-RRA-DA, PO-RRA-DA!!!”, todavia, os outros presentes conseguiram acalmar os ânimos.)

Estes acontecimentos que chocaram a região foram também noticiados além fronteiras, e não passaram despercebidos ao Parlamento de Taiwan, conhecido pelas suas cenas de violência física. Segundo consta, empresários ligados a este organismo asiático já estão em Beja a negociar a possível ida destes dois políticos para aquelas paragens, reconhecendo grande potencial e margem de progressão, nomeadamente em disciplinas tão prestigiantes em reuniões públicas como “o envio de bocas foleiras” e o “arremesso de cadeiras sobre as bancadas”.

 

Texto publicado na página Não confirmo, nem desminto do Diário do Alentejo

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publicado por Ricardo Cataluna às 13:40 | link do post | Não confirmo, nem desminto

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