Segunda-feira, 30 de Julho de 2012

Caro leitor, a Não confirmo, nem desminto, tem o prazer de o deleitar com mais uma edição da rubrica de viagens D’Abalada. Depois de uma edição dedicada à Andaluzia, escolhemos um destino nacional: Lisboa, a capital do país, a cidade das sete colinas, e, mais importante, a cidade onde o Malato trabalha. Mais uma vez, a rubrica é da inteira responsabilidade de Jeremias Bon Voyage, gerente da Agência de Viagens Sem Retorno e vencedor do prémio de melhor gestor na área de Turismo para pigmeus albinos. “Boas! Está tudo bem consigo, caro leitor? Não que me interesse muito, mas disseram-me para ser mais simpático, e assim… Hoje quero falar-vos de Lisboa, a nossa capital, que foi o ponto de partida de muitos dos nossos descobridores, e o ponto de chegada de especiarias, de escravos, da febre-amarela e de doenças sexualmente transmissíveis. A melhor maneira de chegar lá é ir de carro. Contudo, se tem medo de alturas, não ande na ponte 25 de Abril que é quase tão alta como o Altinho em Serpa. Em alternativa, vá até Cacilhas, na margem sul, e apanhe o barco até ao Cais do Sodré. Caso tenha medo de alturas e fobia à água, há um desviozinho muito jeitoso que fica ali para Arronches. Ao chegar a Lisboa evite comunicar a um autóctone a sua naturalidade. A primeira tendência do lisboeta é contar logo uma piada de alentejanos ou, pior ainda, imitar o seu sotaque com uma entoação que normalmente se assemelha mais a um cigano com prisão de ventre. Caso caia nesse erro, sorria e afaste-se muito devagarinho, sem mostrar medo, mesmo que a sua vontade seja abater o lisboeta como se se tratasse de um cavalo com a perna partida. Tenha pena dessa pessoa e lembre-se que mesmo um cavalo com a perna partida consegue ter mais piada. Está na capital… Divirta-se! Aproveite para passear pelos bairros tradicionais, porém, não o faça em junho, especialmente por alturas do Santo António: que é uma desculpa que eles arranjaram para festejar nas ruas, comer sardinha assada à bruta e vomitar no Bairro Alto. Se bem que, segundo consta, qualquer altura é boa para vomitar no Bairro Alto. Não se esqueça, também, de ir a Belém. Aí, pode visitar o Mosteiro dos Jerónimos (um local duas vezes maior do que a Igreja do Carmo, em Beja), o Centro Cultural de Belém (uma casa toda em mármore, tipo jazigo do cemitério, mas em grande) e o mítico Pastéis de Belém, um local intemporal onde se fazem os verdadeiros pastéis de nata (aqueles da Diabetes Tipo 1). Se se lembrar de ir a Sintra, não deixe de comer umas queijadas locais (inseridas na categoria Diabetes Tipo 2). Todavia, é conveniente levar um colete à prova de bala.

 

Pontos positivos: O rio Tejo, que é bonito, mesmo quando amanda um cheiro estranho. Aí é possível pescar tainhas com 12 guelras e três caudas – muitas delas oriundas da zona industrial do Barreiro.

 

Pontos negativos: Os arrumadores, os drogados, os arrumadores drogados, os drogados arrumadores, a possibilidade de ter de andar muito a pé devido à 154ª greve dos transportes daquela semana e o cheiro a sovaco no Metro na hora de ponta – nunca desejará tanto ter sinusite.

 

Haveria muito mais a dizer sobre esta cidade, mas, sinceramente, não tenho vontade: da última vez que lá fui bati com o carro no Eixo Norte-Sul e gamaram-me a carteira no elétrico 28. Para saber mais, consulte o site 7colinasdoinferno.org.

 

Aviso: Caso decida deslocar-se ao Chiado, não se assuste se encontrar um heterossexual…

 

Texto publicado na página Não confirmo, nem desminto do Diário do Alentejo

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publicado por Ricardo Cataluna às 17:04 | link do post | Não confirmo, nem desminto

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