Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Está a causar muita polémica a pretensão do Governo de multar as pessoas que não peçam fatura numa transação comercial. Até Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura, criticou esta medida no seu blog, afirmando que, caso fosse confrontado por um inspetor das Finanças, o convidaria a “tomar no cu”. Não querendo ficar atrás nesta luta pelas finanças pessoais dos leitores desta página, a Não confirmo, nem desminto decidiu juntar-se ao protesto contra esta medida, e, numa colaboração com a revista Técnicas de Evasão – Manual de Luta contra o Fisco e Carteiristas de 2ª Categoria, revela-lhe as melhores técnicas e ofensas verbais disponíveis para evitar membros das Finanças. Todavia, antes de avançarmos para as mesmas há que aprender a identificar um fiscal das Finanças. Deixamos-lhe aqui algumas dicas: se vir alguém a dirigir-se para si com uma pala no olho e com andar à coxo; se reparar que é observado com avidez, através da janela do estabelecimento comercial em que se encontra, por alguém com ar de mendigo mas com um bloco de Papel Cavalinho; ou se observar que determinada pessoa não tem reflexo em espelhos ou montras de vidro, poderá estar perante um fiscal das Finanças. Se assim for, quando for abordado, comece a falar com essa pessoa à mesma velocidade de Vítor Gaspar, e sem desviar os olhos, pois isso será visto como sinal de fraqueza; de seguida, afaste-se, mas sem nunca deixar de olhar para ele, pois poderá atacar-lhe a jugular com um Código Contributivo. Em alternativa, prepare um cocktail molotov com uma garrafa de amarguinha e um rastilho feito com uma série de faturas sem número de contribuinte; esta técnica permitir-lhe-á fugir quando o fiscal correr para tentar resgatar as faturas. Caso seja vesgo, cego, manco, maneta ou demasiado velho para conseguir utilizar as técnicas anteriores e conseguir, deste modo, escapar ao inspetor das finanças, poderá sempre agredir o fiscal recorrendo a um livro de reclamações com o formato de pé de cabra ou experimentar balas de prata, alho ou água benta. Finalmente, e no que se refere às ofensas verbais, deixamos-lhe aqui algumas frases já experimentadas em laboratório, com resultados bastante animadores: “Vai levar no pacote de medidas fiscais”; “Vai cheirar a fábrica da Ucasul em Alvito”; “Vai pedir faturas às taínhas do porto de Sines, e oxalá que te nasçam guelras”; ou “Anda comigo ver os aviões no Aeroporto de Beja que eu levo-te ao voo para o buraco orçamental”. Utilize-as, pois poderão ser o seu bilhete para a liberdade.

 

Texto publicado na página Não confirmo, nem desminto do Diário do Alentejo

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publicado por Ricardo Cataluna às 13:48 | link do post | Não confirmo, nem desminto

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