Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

A Não confirmo, nem desminto orgulha-se de apresentar a sua rubrica de verão, D’ Abalada, em que serão apresentados magníficos destinos de férias, tanto em Portugal, como no estrangeiro. No fundo, este espaço que pretende ser mais do que um mero roteiro, será uma perspetiva alentejana sobre o mundo, pelo que prometemos mostrar locais de qualidade para os quais não é necessário levar vacinas antes de partir, e em que a probabilidade de trazer doenças infetocontagioso é diminuta. E como queremos o melhor para os nossos leitores, decidimos colocá-los nas mãos de um profissional com décadas, e quiçá, anos de experiência, o famoso gerente da Agência de Viagens “Sem Retorno”, Jeremias Bon Voyage – um homem ligeiramente estúpido, moderadamente xenófobo e totalmente idiota.

“Olá a todos. O destino que vos proponho hoje é a Andaluzia. Aconselho-vos a viajar de carro: é a melhor maneira de parar, conhecer cada povoação, e andar um pouco para aliviar as dores nos rins provocadas pela ingestão de café espanhol - daquele com sabor a inseticida biológico. Quem partir do Baixo-Alentejo deverá ir pelo Rosal de la Frontera e ser portador de um frasco de gás pimenta para o caso de ser abordado por um indivíduo chamado Emílio (para lidar com este sujeito, um pé de cabra também é uma possibilidade a ter em conta). Aqui, os amantes da natureza e os leitores com signos de terra e água, deverão seguir caminho para Aracena, para visitar as Grutas de las Maravillas, uma obra-prima da natureza que possibilitará um passeio subterrâneo de 45 minutos onde poderão desfrutar de um paraíso de rochas, lagos interiores, pouca ventilação e a hipótese de sair de lá com uma doença respiratória por causa da humidade. Este é o único local no mundo com o selo de aprovação dos mineiros chilenos. Já os radicais e os leitores com signos de fogo e ar, deverão seguir para a Isla Mágica, um parque temático que tem uma montanha russa espetacular… Imaginem o que é ir numa automotora, de Beja a Lisboa, com transbordo em Casa Branca, mas em 2 minutos e sem cheiro a urina. Para além disso, a automotora que eles têm lá está montada nuns carris que foram projetados e montados por tipos viciados em LSD. O objetivo é terminar a viagem com os órgãos no mesmo sítio e não ser atingido por nenhum vómito projetado. Para comer, aconselho-vos a tortilha, o gaspacho (parecido com o alentejano, mas bem pior) e o Torrão de Alicante (exceto se tiverem uma prótese dentária).

 

- Pontos positivos: as espanholas, que, tendencialmente, fazem topless na praia!

 

- Pontos negativos: café, Panrico (obra do Diabo) e o cheiro a paelha fora do prazo. Além disso, aquilo está cheio de espanhóis que comem as sílabas...

 

Haveria muito mais a dizer sobre esta região, mas foi só isto que encontrei no Wikipedia. Para mais informações, visite o site vascolourinhotodonu.com.”

 

Texto publicado na página Não confirmo, nem desminto do Diário do Alentejo

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publicado por Ricardo Cataluna às 16:48 | link do post | Não confirmo, nem desminto

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