Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

O Circo que se faz em Portugal é, como é que eu eu de dizer isto de uma forma simpática, uma intrujice. Para começar, os bilhetes: são tão caros que davam para alimentar a população de uma ilha no Pacífico durante seis anos. Depois, o sistema de som de um circo é, regra geral, muito mau. Eles têm uns altifalantes tão fracos e velhos que parece que foram construídos por um senhor chamado Thomas Edison. Além disso, nunca ninguém percebe o que é dito pelos altifalantes (ou melhor, “altiphalantes”). As únicas palavras que consigo perceber, são circo e mundo. Exemplo: Senhores e senhoras, meninos e meninas, bem-vindos ao maior espectáculo do mundo, o Circo!!! É que são só mesmo aquelas duas palavritas... Ah, e não esquecer aquele feedback tão característico, inofensivo para póneis e hipopótamos, mas suficientemente forte para deixar alguns espectadores a sangrarem dos
ouvidos durante décadas.

Outra coisa que me aflige são as famílias do circo. Famílias? Toda a gente sabe que um circo faz-se, perfeitamente, com quatro gajos. Mas não, têm de inventar umas famílias do estrangeiro que vieram de propósito para aquele espectáculo que, coincidência das coincidências, é o nosso espectáculo. E ainda por cima, inventam uns nomes e disfarces muito pouco originais: na primeira parte, são a família de acrobatas tailandeses, a família Ming; na segunda parte, são a família alemã de engolidores de fogo, a família Bayern de Munique Volkswagen Kraftewerk; e na terceira parte, a Cátia Vanessa que era tailandesa e alemã há poucos minutos, vai vender algodão-doce e Torrão de Alicante como se não houvesse amanhã. Isto tudo, enquanto estuda para o teste das cruzinhas nas Novas Oportunidades.



publicado por Ricardo Cataluna às 17:53 | link do post | Não confirmo, nem desminto

4 comentários:
De Alexandre Kulcinskaia a 10 de Junho de 2009 às 18:13
Sabes o que digo acerca do Circo em Portugal?!
É uma palhaçada...
Piada fraquita mas dentro do tema.
___________________________
http://kulcinskaia.blogs.sapo.pt/


De Ricardo Cataluna a 10 de Junho de 2009 às 20:31
Estás perdoado:)

Um abraço!


De Regina a 11 de Junho de 2009 às 10:18
Estava eu aqui debaixo do sol da Toscana e chega-me este artigo soberbo :) Epá que vou dizer senão a verdade: tiraste-me as palavras da boca. O circo em Portugal nem é palhaçada porque não tem graça nenhuma...é mais ao estilo miserável. Quase todos os anos as camaras lá oferecem bilhetes à criançada, e todos os anos eu fiz sacrificio em levá-las. Onde está o mundo fantástico do circo, onde a imaginação não tem limites? Há anos que não oiço um miudo dizer: "uau"...pensando bem...acho que nunca ouvi. Oiço mais: os cavalos eram velhotes, os palhaços eram os mesmos que os trapezistas, e onde estavam os elefantes? (às vezes...a bailarina tinha as meias rotas).
Acho que estamos mais bem servidos de circo ao assistir a um telejornal da TVI :)))


De Ricardo Cataluna a 12 de Junho de 2009 às 00:29
Um jornal da TVI é um espectáculo com muito mais categoria, mas pode ser mais perigoso, quando a Manuela Moura Guedes se esquece de meter o açaime. De resto, é do melhor: dá para ver a comer pipocas e para fazer apostas: sera que é desta que o Vasco Pulido Valente vai ter uma apoplexia em directo?


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