Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Vivemos numa época em que há um cuidado extremo com as palavras. Cuidado esse que é, na minha opinião, excessivo. Um exemplo disso são as reticências em usar as palavras que devem ser utilizadas. Por exemplo, se o nosso clube joga mal e não conseguiu ganhar, não devemos dizer que foi um jogo menos bom. Foi mau!  O ex-ministro da Economia foi um péssimo ministro.Quando saiu, ninguém foi capaz dizer mal dele: coitado, ele bem se esforçou, desenvolveu um trabalho menos bom. Menos bom? MAU!

Tanta coisa para se ser polido. Não devemos ser polidos com as palavras. Estas foram criadas para serem usadas nos momentos próprios. Ponto. Estamos a ficar uns escravos mariquinhas da linguagem, com medo de magoar o próximo. Qualquer dia vamos chegar a este cúmulo:

- Eh pá, não me digas nada, a minha avó morreu ontem!

- A sério? Como é que foi isso?

- Foi regada com gasolina, puxaram-lhe fogo e foi atirada da Torre dos Clérigos, pá...

- Eh pá, que chatice tão grande! E como te sentes?

- Hoje já estou melhor, ontem é que foi um dia menos bom!



publicado por Ricardo Cataluna às 15:55 | link do post | Não confirmo, nem desminto

5 comentários:
De Alexandre Kulcinskaia a 25 de Agosto de 2009 às 17:13
Peço desculpa amigo Ricardo, mas se a velha era uma grande chata então o dia de menos bom até pode passar para um dia mais ou menos bonzinho...
___________________________
http://kulcinskaia.blogs.sapo.pt/


De Ricardo Cataluna a 25 de Agosto de 2009 às 19:38
Um dia mais ou menos bonzinho é uma categoria que não equacionei. Mas tal como descreves tinha toda a lógica. Atrevo-me a dizer que se fosse o Cláudio Ramos em vez de uma velha chata, podia passar a bonzinho num ápice...


De Alexandre Kulcinskaia a 25 de Agosto de 2009 às 20:40
Nesse caso era maravilhoso.
E um dia de sonho seria o Cláudio Ramos e o Carlos Castro...
Mas isso já são sonhos a mais.
___________________________
http://kulcinskaia.blogs.sapo.pt/


De celtiberix a 26 de Agosto de 2009 às 00:02
Olha lá, depois de o (ainda - e se calhar depois de setembro também) actual governo mandar umas bostas sobre cobrar IRS às "comerciantes" da recta de Pegões, achas que seria correcto dizer: "Hum! Hum! Sua Excelência não quererá ter a gentileza de tomar o rumo conducente à vulva da monárquica senhora que teve o trabalho de o dar à luz?"
Em alentejanês puro seria "Por que é que você não vai prá p**a que o pariu?"
AH! AH! Politicamento correcto?
Abraço e parabéns pelo belogui!


De Ricardo Cataluna a 26 de Agosto de 2009 às 15:45
Eheheheheh!!! Eu diria mais assim:

"Não quererá vossa excelência deslocar-se para a concubina/meretriz que catapultou vossa iluminária do mundo metafísico para o mundo do material e dos vivos?"

Muito obrigado!

Forte abraço!


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