O povo costuma dizer que, quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. A notícia de que os voos charter entre o aeroporto de Beja e o aeroporto Linda de Suza em Paris afinal vão mesmo avançar, é mais um raio de esperança para o futuro
da infraestrutura aeroportuária e para o ex-primeiro-ministro José Sócrates que passa a poder vir a Portugal com mais frequência dar nas orelhas de José Rodrigues dos Santos. Mas a verdade é que esta novidade também foi encarado com alguma desconfiança pelos responsáveis regionais, ainda mais quando se fala da possibilidade do encerramento da maternidade do hospital de Beja. Segundo apurámos, o Ministério da Saúde está a equacionar um sistema em que os bebés
alentejanos serão trazidos por cegonhas de Paris que virão comodamente sentadas na primeira classe dos voos charter, bebendo champanhe Moët & Chandon e comendo amendoins com mel de Corte Gafo. Para além da maternidade, o
Governo quer encerrar as unidades de cardiologia, oftalmologia, psiquiatria, a morgue, as urgências, a pediatria, a unidade de AVC, as máquinas que vendem sandes e bolos de 2013 e os médicos espanhóis que falam como o Vasco Lourinho.
Texto publicado na página Não confirmo, nem desminto do Diário do Alentejo
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